23/02/2021

Parcelar dívidas ou pagar à vista: o que vale mais a pena?

Sua dívida virou uma bola de neve e você quer dar um jeito de pagar ela? É hora de negociar a sua dívida com a QuiteJá e se livrar dessa pendência de uma vez por todas. Mas o que vale mais a pena, parcelar dívidas ou pagar elas à vista?

Cada condição de pagamento tem seus prós e contras, é preciso avaliar eles, analisar quais as propostas disponíveis para você e entender a sua situação financeira.

Neste artigo explicamos como funciona o parcelamento de dívidas e o que você precisa considerar para fazer sua escolha entre a parcela única e o pagamento à prazo.

Como funciona o parcelamento de dívidas?

Na prática, existem três formas para parcelar dívidas e ir pagando elas aos pouquinhos. Confira como cada uma dessas formas funciona.

Garanta até 90% de desconto na sua negociação de dívidas

Fazendo um acordo parcelado

Na negociação de dívidas, seu credor estabelece uma política de descontos e condições de pagamento conforme o tipo da sua dívida e outros fatores, como o tempo de atraso.

Com base nisso, nós oferecemos propostas à vista e parceladas. Quanto mais parcelas, menor será o valor delas, mas o desconto oferecido também pode ser menor, além da eventual cobrança de juros. 

Ou seja, o valor total a ser pago aumentará com o aumento do número de parcelas. Continue lendo para saber quando isso vale a pena ou não, e como optar pelo número de parcelas ideal para o seu bolso.

Pegando um empréstimo para quitar sua dívida

Se o seu credor não está oferecendo opções de parcelamento ou os juros sobre as prestações são muito altos, uma alternativa é pegar um empréstimo com uma taxa de juros menores para pagar o valor à vista.

Nosso conselho aqui é avaliar se realmente essa é a melhor solução, pois você terá que se comprometer com o pagamento das parcelas do empréstimo. Em caso de dívidas com cartão de crédito ou cheque especial, que tem taxas juros altíssimas, pode ser uma boa saída.

Utilizando carteiras digitais

Uma última opção é usar carteiras digitais para parcelar seu boleto do acordo no cartão de crédito. Plataformas como o PicPay e o Mercado Pago oferecem essa forma de pagamento.

O importante nesse caso é não entrar em uma cilada. Compare os juros cobrados pela operadora do seu cartão de crédito com os juros que incidem no seu saldo devedor atual. Se a taxa for menor, vá em frente!

O que considerar na hora de decidir entre parcelar ou pagar à vista?

Agora que você já entendeu como funciona um parcelamento de dívidas e como ele pode ser feito, é preciso considerar qual forma de pagamento é a melhor para o seu caso. Reunimos algumas coisas que precisam ser avaliadas antes de negociar o seu acordo.

Valor à vista

Em geral, o valor à vista de uma negociação de dívidas tem o maior desconto. Avalie se esse valor não cabe no seu bolso na situação financeira atual, pois é o menor valor que você pode pagar por aquela dívida e você não fica refém de parcelas durante meses.

Taxa de juros

Como já mencionamos, avalie a taxa de juros que será cobrada ao parcelar a dívida, para calcular se pagar à prazo compensa o valor dos juros. 

Além disso, é interessante comparar essa taxa de juros com a do seu contrato original. Deixar de pagar uma dívida porque o valor à vista não cabe no seu bolso e você não quer parcelar pode não ser vantajoso se você olhar para os juros que vão se acumulando por não negociar a dívida.

Descontos

Os descontos vão variar de acordo com o aumento das parcelas do seu acordo. Não tem como pagar o valor à vista em várias parcelas sem ter nenhum aumento no valor total a ser pago. Por isso avalie o que é mais importante para você no momento, pagar menos no total ou pagar menos por mês.

Capacidade de pagamento

Capacidade de pagamento de uma dívida

Esta é a parte mais importante! Recebeu uma proposta com 90% de desconto ou uma oferta de acordo em 72 vezes? Calma, não aceite nenhuma proposta sem pensar se você tem capacidade financeira de pagar ela.

Decidiu que vai negociar? Já coloque na ponta do lápis quanto você poderia pagar à vista e qual o valor da parcela que caberia no seu orçamento. Assim, você vi olhar para as ofertas de uma maneira muito mais realista, garantindo que a dívida será quitada.

Tempo de parcelamento

No mesmo sentido da capacidade de pagamento, você precisa avaliar quanto tempo você está disposto a ter o compromisso mensal com as parcelas do acordo

Pagando à vista, a dívida se resolve com um único boleto. Com o aumento das parcelas, apesar do valor ser menor, você precisa se planejar para ter aquele dinheiro disponível todos os meses. Portanto, calcule em quantos meses você quer dividir o pagamento.

Quando devo quitar a dívida à vista?

A resposta inicial é sempre que possível. Se livrar da sua dívida com uma única parcela é o ideal, pois ela estará quitada e você não precisará mais se preocupar com ela nos meses seguintes.

Porém, só escolha essa opção se o pagamento não for comprometer seu orçamento. Pagar à vista e deixar de pagar alguma outra conta pode virar um problemão.

Além disso, aproveite o pagamento à vista quando o desconto for maior que a opção parcelada, assim você economiza um bom dinheirinho. 

Vamos de exemplo? Imagine que Cristina tenha uma dívida de R$ 5.000. Com desconto de 90% à vista, ela ficaria por R$ 500, e uma opção parcelada em 12 vezes com 70% de desconto sem juros ficaria R$ 125 por parcela e R$ 1.500 no total. Ou seja, escolhendo a opção à vista, a economia seria de R$ 1.000.

Quando vale a pena parcelar dívidas?

Se você não tem dinheiro sobrando, se os descontos não estão favoráveis ou se a taxa de juros for baixa ou igual a zero, o parcelamento pode valer a pena. 

Sem falar que com as parcelas do acordo em dia, você também fica livre do nome negativado, assim como com o pagamento à vista.

Mas lembre-se que seu acordo é uma forma de facilitar a quitação e ele não deve comprometer seu orçamento. As parcelas que você escolher não podem ultrapassar 30% da sua renda mensal.

Para deixar isso mais claro, imagine que Henrique tem uma dívida de R$ 5.000. O desconto à vista é de 90%, mas ele não tem R$ 500 no momento. Henrique fez os cálculos e descobriu que pode pagar no máximo R$ 150 por mês. As opções de parcelamento que aparecem para ele são:

  • 6 vezes de R$ 250, com 70% de desconto e sem juros;
  • 12 vezes de R$ 125, com 70% de desconto e sem juros;
  • 24 vezes de R$ 66,48, com 70% de desconto e 0,50% de juros ao mês.

A primeira opção, apesar de ter menor tempo de pagamento, não cabe no seu orçamento mensal. A terceira opção inclui juros, e Henrique acabará pagando R$ 95,52 a mais por causa disso. Nesse caso, a segunda opção é a mais viável, já que está dentro do limite de R$ 150 e tem um bom prazo de pagamento, sem juros.

No fim, tudo depende das suas finanças

No fim das contas, a escolha entre parcelar dívidas ou pagar à vista depende da sua situação financeira. Escolha a opção que menos impacta seu orçamento.

Além disso, busque pagar a sua dívida o quanto antes, enquanto os juros ainda não se acumularam e ficaram impossíveis de pagar.

Nossa missão na QuiteJá é te oferecer o máximo de opções possíveis, claro que dentro dos limites estabelecidos pelo credor. E você ainda pode simular valores de parcelas conforme o valor que você calculou que pode pagar por mês. 

Queremos você com o acordo ideal, independente se for à vista ou parcelado.

QuiteJá

Analista de Conteúdo na QuiteJá

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